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Setor hoteleiro ainda não está pronto para 2014
Ministro do Turismo fala sobre a criação de novos leitos para atender à demanda da Copa de 2014
Daqui a quatro anos, durante os 30 dias de Copa do Mundo, segundo o Ministério do Turismo, haverá um aporte de 600 mil turistas estrangeiros em território nacional. Outros cinco milhões de brasileiros também circularão pelas sedes. Temporariamente, cidades com baixa demanda no setor de hotelaria enfrentarão um forte movimento. Pensando nesta realidade, o ministro do Turismo, Luiz Barretto dá dados importantes sobre o que pode e deve ser feito.

Enquanto preocupações com estádios e transportes tiram o sono dos responsáveis por organizar a Copa do Mundo no Brasil em 2014, especialistas de outros setores dizem estar a poucos passos da situação ideal para o torneio. Um dos exemplos é o da rede hoteleira.

Em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, nas contas da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), são necessários, no mínimo, 40 mil quartos em hotéis para 2014. São Paulo conta desde já com esta quantidade. Na capital fluminense, há atualmente 27 mil quartos, mas o número deve crescer nos próximos anos. "Mais de cinco mil quartos estão sendo construídos ou reformados no Rio. O reparo em grandes hotéis como o Meridien e o Glória estão na fase final, e há previsão de grandes empreendimentos na Barra da Tijuca", afirma o presidente da ABIH, Álvaro Bezerra de Mello.

Enquanto São Paulo, Rio e outras cidades, como Salvador, que tem cerca de 30 mil quartos, estão praticamente prontas para a Copa, outras sedes ainda têm uma situação delicada. É o caso de Belo Horizonte. Os números da ABIH mostram que a capital mineira, que deveria ter uma oferta próxima da do Rio de Janeiro, está bem abaixo do ideal, com aproximadamente nove mil quartos. "Belo Horizonte é a cidade com as maiores complicações", diz Álvaro Bezerra de Mello. Cuiabá, com 3,5 mil quartos, também precisa de mais investimentos no setor.

Os problemas em Minas Gerais serão resolvidos a tempo, segundo o ministro. Ele afirma que a prefeitura de Belo Horizonte aprovou a expansão da área permitida para a construção de hotéis para uma extensão três vezes maior que a atual. Porém, nos casos de Manaus e Cuiabá, a solução terá que ser diferente. Como não há espaço para novos hotéis nestas cidades, será preciso distribuir bem os jogos do torneio.

"Não tem cabimento Cuiabá ter a mesma disponibilidade de hotéis de São Paulo e do Rio", diz Luiz Barretto. Ele afirma que, por isso, a cidade deverá sediar uma etapa menor da Copa. "Temos que trabalhar de olho na sustentabilidade. O Mundial não pode ser o único ingrediente para expandir ou investir em hotéis." A mesma linha é seguida por Bezerra de Mello, da ABIH: "em todos os mundiais, deixam para as cidades grandes os jogos de Brasil, Itália, Alemanha e outras grandes seleções. Com esta organização, grande parte do problema já é resolvida."

Fonte: Portal Exame

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